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História
A soja é um dos mais antigos produtos agrícolas que a humanidade conhece. Os primeiros
dados escritos sobre sua cultura remontam a 5.000 anos atrás, quando Shen-nung,
imperador chinês, mencionou em seu livro classificando-a entre as 5 plantas consideradas
sagradas na época.
A soja é o grão mais importante não só na China, como Coréia, Japão e Malásia. É
um ingrediente básico da cultura oriental consumida também em forma de massa e molho
(shoyu).
No Ocidente, as propriedades nutricionais da soja como alimento benéfico na dieta
só foram descobertos mais tarde. Em 1924, os Estados Unidos passaram a cultivar
o grão comercialmente. Hoje em dia são conhecidos milhares de variedades da leguminosa.
A semente da soja contém cerca de 50% de proteína e 25% de óleo, usado como margarina
e óleo de cozinha. O resíduo da extração do óleo, rico em proteínas, é empregado
como ração animal, mas vem sendo crescentemente incorporado à dieta humana no lugar
da proteína animal.
Introduzida no Brasil nas últimas décadas, a cultura da soja encontrou no cerrado
brasileiro uma propícia área de cultivo. Atualmente o país é um dos maiores produtores
de soja do mundo, sendo a maior parte para exportação.
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Propriedades
A soja é considerada um alimento funcional porque
além de funções nutricionais básicas, produz efeitos benéficos à saúde, reduzindo
os riscos de algumas doenças crônicas e degenerativas.
A soja é rica em proteínas de boa qualidade, possui ácidos graxos poliinsaturados
e compostos fitoquímicos como: isoflavonas, saponinas, fitatos, dentre outros. Também
é uma excelente fonte de minerais como: cobre, ferro, fósforo, potássio, magnésio,
manganês e vitaminas do complexo B.
Os efeitos fitoterápicos da soja foram identificados por pesquisadores que observaram
que em países do Oriente, onde a população consome grandes quantidades de soja e
derivados, a incidências de alguns tipos de câncer, bem como das doenças cardiovasculares
é muito menor do que em países do Ocidente. Pesquisas constataram que a diferença
estava na dieta alimentar dos orientais, que é rica em soja e seus subprodutos.
As pesquisas têm demonstrado que as isoflavonas da soja reduzem os riscos de alguns
tipos de câncer, como: mama, colo do útero e próstata. Também são recomendadas na
tensão pré-mestrual, no alívio dos sintomas indesejáveis da menopausa e na prevenção
da osteoporose.
O FDA, órgão que regulamenta a produção de alimentos e medicamentos nos Estados
Unidos,
recomenda a ingestão diária de 25g de proteína de soja, que corresponde à aproximadamente
60g de grãos de soja, para o controle dos níveis de colesterol e triglicérides reduzindo,
assim, os riscos de enfarto, trombose, aterosclerose e acidentes vasculares cerebrais
(AVC).
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